Blog da Casa de Caridade Luz Divina - dirigente espiritual Vovó Luiza
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24 de outubro de 2016

Orixás regentes de 2017


O ano de 2016 foi regido por Oxalá, trazendo a abertura e a clareza, onde as máscaras foram rasgadas e arrancadas, aparecendo a verdade.

Conforme a Vovó Luiza de Guiné, o próximo ano, 2017, terá dupla regência: Oxossi e Oxum, com predominância de Oxossi.

Oxossi é o Orixá da fartura, do conhecimento, da disciplina e da Ciência. Oxossi traz a fome do saber, a vontade de evoluir; sendo assim, 2017 será um ano bem racional e muito propenso para começar e até mesmo retomar estudos, cursos e especializações.

O ano de Oxossi será um ano de novas descobertas, de retomada do progresso, do retorno dos empregos, do reinício do crescimento financeiro e de carreira, sem esquecer do crescimento espiritual, sendo um ano-chave para a evolução humana.

Como 2017 estará também sob regência de Oxum, esta trará mais amor, mais compreensão e principalmente mais paixão. A vida será e estará mais exaltada, devendo-se tomar cuidado com paixões furtivas e explosivas. Oxum também trará fortalecimento do laço familiar, das amizades e do companheirismo. Além de trazer um ano “molhado”, com chuvas frequentes e intensas.

Okê, Oxossi! Ora ie iê, Oxum!

Saravá!

3 de novembro de 2015

Oxalá, o Orixá regente de 2016


Símbolo máximo da busca incessante da sabedoria, Oxalá representa a experiência de vida - tanto seus erros quanto seus acertos - a partir de uma postura voltada à luz de sua verdade. É um dos Orixás mais importantes no que diz respeito aos seus próprios deveres, às suas convicções. Depois de um ano regido pela aplicação da Justiça – a Lei através de Ogum, com ênfase no bom e no mau uso do poder, tanto na política quanto em diversas áreas da vida, o ano regido por Oxalá tende a ser mais ponderado.

Pelo arcabouço simbólico de Oxalá, 2016 terá a ausência de símbolos de poder, com a verdade e a sabedoria dando a tônica, remetendo à supressão de tantos fardos e vínculos duvidosos. Assim, Oxalá prenuncia um ano de obstáculos consideráveis que poderão ser transpostos com a devida perseverança. O bom uso das palavras e as atitudes prudentes são exigidas para que nenhum esforço na direção da harmonia seja em vão.

O ano de Oxalá consiste em estudo, reflexão e até mesmo uma boa dose de obstinação. Nada tende a ser tão fácil e rápido quanto parece, já que as circunstâncias tendem a exigir cada vez mais articulação e repertório de cada um de nós em diversos contextos. Diante de um foco específico, o ano de Oxalá sugere absoluto controle dos próprios conhecimentos e dos argumentos para se sobressair consideravelmente. O intelecto tende a ser muito mais requisitado do que a força física. Assuntos, interesses e investimentos do passado podem ser abordados com mais frequência do que nunca, já que descobertas e retomadas tendem a acontecer naturalmente, sob a regência de Oxalá.

O aspecto positivo de 2016 com regência de Oxalá é que as pessoas buscarão mais a criatividade, a intelectualidade, a sabedoria, a fé, a espiritualização, a calma e a harmonia, assim como pode haver mais tomada de consciência – essa última representada pelo simbolismo do sol.
Contudo, também há o aspecto negativo: Grandes perigos, grandes responsabilidades. Preguiça, sedentarismo, desânimo e desistência tendem a ser alguns dos principais empecilhos de 2016. Desculpas e mais desculpas para procrastinar decisões importantes podem fazer com que oportunidades grandiosas, muitas vezes únicas, sejam perdidas. A forte sensação de falta de tempo vem a ser um agravante que suscita manias cada vez mais frequentes de reclamar não só das pessoas, mas dos desafios que o mundo impõe - qualquer intempérie, equívoco, distração e imprudência tende a ser alvo de críticas.

Mas a lentidão para realizar algo pode ser mais proveitosa do que aparenta, porque agir de modo cauteloso e estruturar as relações e os projetos com a devida atenção passam a ser a ordem do ano de Oxalá. Essa regência indica o alcance da maestria através da paciência. Desenvolver uma postura tolerante e mais calma em relação à vida e às pessoas pode fazer com que os meses de 2016 sejam serenos e bastante proveitosos.
A indignação com a demora do sucesso ou mesmo de algum reconhecimento pode fazer com que os pequenos êxitos sejam menosprezados. Não é um bom ano para querer mais do que já se tem, pois qualquer exagero deve ser questionado pela força ponderada deste Orixá. O necessário pode ser extraordinário. Assim como a ansiedade pode ser um problema para os mais impacientes, Oxalá pressupõe inteligência e comedimento para administrar a vida com o necessário jogo de cintura, conhecendo e aceitando as limitações que tendem a surgir pelo caminho.

Mesmo que o mundo continue desajustado em diversos níveis depois de um ano marcado pela Justiça de Ogum, Oxalá rege o período em que o silêncio faz toda a diferença. O sucesso pode ser medido pela consciência tranquila e pela ausência de qualquer reação quando uma ofensa ou um problema chega com força. No ano de 2016 será prudente fazer mais e falar menos. Ater-se aos compromissos e tomar distância do supérfluo é um dos lemas de Oxalá. Mesmo sendo alvo de críticas, convém continuar produzindo no ritmo natural.

CONSELHOS PARA O SUCESSO EM 2016

A paciência é uma das principais virtudes a serem desenvolvidas em 2016. O buscador vai em busca de si próprio, mas sabe que deve seguir os passos da natureza – saber lidar com o tempo, esperar o melhor momento e agir com absoluta prudência diante do que não pode ser evitado. A voz do sábio é ouvida na serenidade. Em vez de se desesperar com determinadas situações, o melhor é aprender a esperar.

Evitar conflitos, tanto externos quanto internos, faz com que as palavras certas sejam ditas e as atitudes mais promissoras sejam tomadas.

A fidelidade a quem se ama e ao que se acredita tende a ser um dos fatores para alcançar o sucesso no ano de Oxalá. É como se um chamado à autenticidade fosse ouvido e seguido sem pestanejar. 

O Orixá regente de 2016 convida a constantes balanços sobre a própria conduta para com as pessoas, a vida e o mundo. Os caminhos se abrem na medida em que um passo é dado, seja ele certo ou não. Os movimentos mais auspiciosos são aqueles que desencadeiam uma série de questionamentos e os que instigam reflexões severas sobre o que se quer e sobre quem se é. Lembre-se que o símbolo de Oxalá é o Sol e este joga luz ao desconhecido. Portanto, em vez de temer as mudanças que invariavelmente ocorrerão nos próximos meses, a orientação é justamente aceitar as rotas que se descortinam. Um ano de sabedoria é aquele em que ninguém permanece igual ao que era antes, mesmo que se movimente pouco em direção ao que se deseja. Devagar se vai longe - mas também se conquista um mundo.

A importância de Oxalá para 2016 é grande porque suscita não apenas o tempo certo para cada situação, como também serve de estímulo para olhar o passado com olhos serenos. Cada dificuldade enfrentada e cada vitória alcançada até aqui são cruciais para definir a realidade não apenas do mundo e do país, quanto os sentimentos, os desejos, as crenças e as forças de cada pessoa.
É através de uma postura aberta ao novo, sem medo do que já passou, que faz de 2016 um ano de discernimento, coerência e responsabilidade. 


4 de novembro de 2014

Orixá regente do ano de 2015


De acordo com a preta-velha Vovó Luíza de Guiné, o ano de 2015 será regido pelo Orixá Ogum.
Isto significa que as pessoas se sentirão com mais vontade de iniciar uma atividade - seja na vida pessoal, profissional ou afetiva - mas a forma como isso irá acontecer para cada um dependerá do Orixá de cabeça daquela pessoa.

Ogum é tido como guerreiro e é do elemento fogo, por isso tem como característica a iniciativa, a força da ação e a combatividade. Sendo assim, no ano regido por Ogum as pessoas receberão esta força de vontade para atualizar novos projetos e retomar aquilo que ficou parado. A maioria das pessoas sentirá vontade de arregaçar as mangas e recomeçar.

Este Orixá favorece as lutas que devem ser enfrentadas para se conquistar algo. Será um ano de combatividade, com possibilidade de maior agressividade. As características de Ogum ficarão muito fortes e evidentes em 2015, porque é o ano de seu reinado. Por ser um guerreiro, a parte ativa da irritação estará mais presente nas pessoas, portanto, todos temos que ter cuidado com os momentos de ira.

Desta forma, 2015, além de ser um ano de conquistas, também será um ano com propensão de novos focos de guerras, revoluções e conflitos, principalmente por motivos políticos, já que Ogum vem para sacudir este poder. A dica é canalizar as energias belicosas em artes marciais, dança ou trabalho.

Para um 2015 com boas energias, no final de 2014 faça orações e avalie tudo de bom e ruim que aconteceu neste ano, escrevendo em um papel todas as coisas ruins. Depois queime o papel para que as energias ruins se dissipem com a fumaça.

Na virada do ano use vermelho - cor de Ogum - e use objetos com ferro e aço.

Ogum iê!

9 de setembro de 2013

O Milagre



Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.
Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.

Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.
Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!
- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.
- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu a menina no mesmo tom irritado, - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.
- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.
- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.
- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.
- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.
O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.
- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.
- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.

- Um dólar e onze centavos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.
- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze centavos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!
Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa!
Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.

Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:
- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?
A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze centavos! – e mais a fé de uma criancinha.

Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos.
Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior.
As Entidades, os Guias e Orixás, na maioria das vezes, realizam os milagres através dos amigos, de desconhecidos, de palavras ditas no momento necessário, ou seja, de diversas formas...

Portanto, fique atento aos sinais! Acredite nos milagres!

15 de março de 2013

A Luz dos Orixás



Em uma noite escura e assustadora, Ogum, o Orixá das "guerras", saiu do local onde guarda todos os caminhos e dirigiu-se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram-se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso. Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso.
— Ah, Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? — ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade. 
— Desculpe, sabe, ando meio ocupado. — respondeu um triste Ogum. 
— Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste. 
— É, vim até aqui para "desabafar" com você "mãezinha". Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a "Espada da Lei", que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das "supostas" demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles... Estou cansado... 
Ogum retirou sua espada e a colocou no chão. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda. Chorava por ninguém entender que se ele era protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria vida por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Ogum amava a humanidade, amava a vida. Mas, infelizmente, suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada a força que corta as trevas do ego e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não via nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não viam em sua lança a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna. 
Não! Infelizmente ele era entendido como o "Orixá da Guerra", um homem impiedoso que utiliza-se de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram "quebras e cortes" de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isto torna-se uma guerra de vaidade, um show "pirotécnico" de forças ocultas. Muita "espada", muito "tridente", muitas "armas", pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual. Isso magoava Ogum. Como magoava... 
— Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Zambi. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberba, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando-a em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição...
Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado... 
Logo, um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido, Obaluaê apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não aguentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia como ele, o guardião da vida, podia ser invocado para atentar contra ela. Magoava-se por sua alfanje da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens. Ele também deixou sua alfanje aos pés de Iemanjá e retirou seu manto escuro como a noite. Logo se via o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que se irradia de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que se perderam na senda do Criador. Infelizmente, os filhos de fé esquecem-se disto... 
Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar, aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas. Faziam isto em respeito a Ogum e Obaluaê, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isto por si mesmos. 
Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Zambi, que espalha as sementes de luz do seu amor. 
Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância. 
Um a um, todos foram se despindo e pensando o quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás. 
Iemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Guia das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado da Pombo-gira, sua eterna companheira de jornada. Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente se apresentam. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face a expressão do cansaço. E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Iemanjá: despiram–se de tudo. Exu e Pombo-gira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito que o próprio umbandista ajudou a criar dentro da sociedade, associando-o à figura do Diabo, então, em meio ao seu sorriso, as lágrimas também desciam. 
Iemanjá estava desesperada... Estavam todos lá pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer.
— Espere... Pensou Iemanjá — Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver esta situação. E logo Iemanjá colocou-se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou-se na frente de todos. Também despiu-se de sua roupa sagrada, para igualar-se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do mundo: 
— Zambi manda uma mensagem a todos vocês, meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem não medem esforços para disseminar estas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido por mãos de sérios e puros trabalhadores neste abençoado planeta Terra. Estes verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Estes que, muito além de apenas prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Estes que passam por cima das dificuldades materiais e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras bases de luz na crosta, aonde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão se manifestar. Estes que realmente nos compreendem e nos buscam dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro amor reside e existe. Estes incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Estes fantásticos trabalhadores anônimos espalhados pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a religião de Zambi brilhar e sorrir... 

Quando Oxalá se calou os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado e, talvez, daqui a algum tempo, muitos outros iriam se juntar neste ideal. E aquilo os alegrou tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram-se em amor e compaixão pela humanidade. 
Na Aruanda, os Caboclos, Pretos-velhos e Crianças fizeram o mesmo. Largaram tudo, também se despiram e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria, comungando a benção dos Orixás. 
Na Terra, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos e todos os povos da Umbanda sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem-aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam-se. O alto os abençoava... 
Mas uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da Lei nas trevas, também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pombo-giras foram tocados pelo amor dos Orixás e, com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz. 
Miríades de espíritos foram retirados do baixo–astral e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada.

Aos tolos que pensam que os Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta: os Orixás amam a humanidade inteira e por todos olham carinhosamente. Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou-se uma benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Alto, a morada celestial dos Orixás. 
Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como "armas" para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos se esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem–se disso. 
E quanto a todos aqueles que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira lembrem-se das palavras de Oxalá expressas na lenda acima. Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não têm olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade. Lembrem-se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança.
Honrem a Eles. Sejam Luz, assim como Eles!

18 de dezembro de 2012

O que significa ter 2013 regido por Obaluaê



Em 2013 teremos como Orixá regente Obaluaê. O Planeta regente de Obaluaê é Saturno, representando tudo aquilo que diz respeito à sua responsabilidade e aos seus deveres – consigo mesmo e com a sociedade em que você vive.
É preciso que se olhe para Obaluaê como um mestre mais idoso e mais severo, mas também com um componente de sabedoria e ponderação. Obaluaê é o Orixá da transformação, o grande alquimista necessário à evolução, regente da Linha dos Pretos-velhos e das Santas Almas.

Obaluaê, como regente do ano de 2013, pede introspecção, auto-conhecimento e atenção redobrada no próprio processo evolutivo e transformador, pois o magnetismo deste ciclo anual favorece o amadurecimento, seja pela compreensão racional e vivencial, seja pela dor e pelas separações. Deve-se ter muito cuidado com as emoções em desequilíbrio e com as propostas ilusórias dos bens materiais. Em seu pólo positivo, a vibração de Obaluaê é consolidadora dos projetos e representa o lado mais realizador e empenhado em construir algo de sólido em sua vida. Ele tem um papel importante também em tudo o que diz respeito à vida profissional, à carreira e ao espaço que você ocupa na sociedade com as atividades e o trabalho. É o tempo ("cronos", o nome grego de Saturno), e é fator fundamental na maturação de tudo o que se espera na vida; portanto, a paciência e a perseverança também são elementos indispensáveis para poder extrair o melhor que Obaluaê pode lhe oferecer.

Obaluaê, por ser o Senhor da transformação, mostrará que tudo na Terra precisa se transformar e, como consequência, os seres humanos estarão mais suscetíveis a estas transformações: interiormente, pelas emoções em crise, em busca de maturidade e equilíbrio; e externamente, pelas questões climáticas e telúricas (na área geológica com terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis e temporais).

Apesar de Obaluaê ser o Orixá do carma e do desencarne, 2013 será um ano regido pela razão.
Como vibrações auxiliares de 2013 tem-se Oxossi, com sua força do conhecimento e, portanto, trazendo esclarecimentos e descobertas, convidando ao uso da razão; e Ogum, colocando sua espada da Lei à serviço do poder transformador de Obaluaê. Oxossi e Ogum serão vibrações auxiliares, entretanto, não significa que serão co-regentes.

Então, para ter um bom ano de 2013, o ano de Obaluaê, para evoluir será necessário maturidade emocional, decisão firme e opção coerente pelas coisas essenciais à vida, sem supérfluos, assim como buscar se aproximar mais da espiritualidade.

Feliz 2013! Saravá!

23 de dezembro de 2011

A importância de se resgatar a essência do amor

É chegada a hora de a humanidade ativar e resgatar o profundo sentimento de amor. Amor pela vida, pela família que escolhemos, pelo nosso trabalho, pelo nosso planeta e, o mais importante, resgatar o sentimento de amor por nós mesmos.
É necessário resgatar o sentimento de amor em cada detalhe, em cada momento e em cada Ser que nos cerca. É necessário resgatar o sentimento de amor pela vida que temos todos os dias. Vida que temos, mas nem sempre sabemos dar o valor real.
Há muito tempo a humanidade deixou de celebrar e amar a existência da vida. Deixou de sentir a imensa alegria de estar vivo e fazer parte de um todo.
Há muito tempo a humanidade deixou de lado todos os valores mais importantes da vida pelo egoísmo, pela ganância, pelo poder e por supostas situações e condições melhores de vida. Deixando os seus próprios valores trancafiados e escondidos no meio do negativismo, gerando assim dores e sofrimentos por muitas e muitas vidas.
Trabalhando para resgatar o amor próprio, trabalhamos também no resgate de todos os valores de nossa Essência Divina. Descobrindo assim, novas virtudes, novas maneiras de ver o significado da vida, da família, do trabalho e da sociedade.

É um trabalho crescente e contínuo, onde é necessário através do amor ver o lado positivo de tudo o que ocorre no nosso dia-a-dia, ao nosso redor.
O despertar do amor verdadeiro é a chave fundamental para esta época da história. O despertar de quem somos em Essência é o trabalho constante a seguir.
Despertando os nossos melhores valores, nossas melhores virtudes baseadas no amor, altera nossa energia, altera a energia de tudo o que nos cerca, altera a forma de como vemos e lidamos com as situações da vida.
Ativar essa Essência de Amor que temos dentro de nós é também reconhecer e transformar todas as crenças e atitudes negativas. É perceber quando e como entramos em sintonia com o negativo. Pois só assim podemos compreender que, através de nossas escolhas, sejam de outras existências ou desta que estamos vivendo, é que são geradas as oportunidades e desafios que temos.

Através do resgate do Amor Interior começaremos a decidir e escolher palavras, atitudes, pensamentos e ações no presente que são sementes para um futuro próximo. Através da sintonia e da frequência do amor podemos quebrar o ciclo vicioso da negatividade.

Quando o Amor é realmente despertado e resgatado em nosso Ser, atraímos para a nossa existência situações, amizades, relacionamentos e oportunidades também baseadas no amor.
Através deste resgate sutilizamos nosso Ser e saímos desta malha tão densa de negatividade que o planeta se encontra.
Através deste resgate atraímos para nossa vida a força, proteção, luz e energias sutis das mais altas esferas.
É preciso celebrar mais a vida. É preciso valorizar mais tudo o que nos cerca, para o nosso próprio fortalecimento interno e para nossa evolução espiritual.

1 de julho de 2011

A humildade

Todos já ouviram a palavra humildade, não é mesmo? Lógico! Esta palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente. Desta forma, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma a boa semente do aprendizado. Pois, para aprender, é necessário que a pessoa tenha humildade.
"Muitos confundem-se e acham que humildade é sinônimo de pobreza, ou é baixar a cabeça. 
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice. A humildade é a mais nobre de todas as virtudes, pois somente ela predispõe o seu portador à sabedoria real. 
O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende. O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade. Muitos se dizem humildes, mas na verdade não o são. Há muito orgulho travestido de humildade... 
Quando uma pessoa humilde comete um erro, diz: "eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", ou, "não fui eu", porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por esta razão tem mais tempo. Uma pessoa orgulhosa está sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário.
A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas. A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências.
Uma pessoa humilde se compromete e realiza.  Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita.
A pessoa humilde diz: "eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser", pois respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos. Ou então se acham "perseguidos" por aqueles que têm mais conhecimento e ficam se fazendo de vítimas.
O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso raramente colabora e sempre diz: "eu faço o meu trabalho, a minha parte".
Uma pessoa humilde diz:  "deve haver uma maneira melhor para fazer isto e eu vou descobrir". "Isto está sendo feito de forma errada, vou descobrir o jeito correto". A pessoa orgulhosa afirma: "sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo". 
A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
A pessoa orgulhosa fica irritada quando alguém tenta lhe ensinar; a pessoa humilde vibra com o ensinamento, pois está aprendendo algo novo.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
Uma pessoa humilde defende as ideias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas ideias, não porque acredite nelas, mas porque são suas, mesmo não sendo corretas. 
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição. 
Vocês sabem por que o mar é tão grande, tão imenso e tão poderoso? É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.
Pensem nisso, meus filhos! Vamos ser humildes para aprender e ascender...
Vovó Luiza de Guiné

19 de maio de 2011

A ingratidão com a espiritualidade

“Se você quer trabalhar fazendo a caridade, então você precisa estar preparado para lidar com a ingratidão" - disse a querida Vó Luiza.
Quem tem sob sua responsabilidade outras vidas, ou seja, o Sacerdote, Pai espiritual, Madrinha, Dirigente, sabe muito bem o que essa frase representa, sabe muito bem o que é sentir e vivenciar a ingratidão, afinal, o respeito, o carinho, o amor e a admiração duram até o pronunciamento do primeiro NÃO. Simples, não?!? É só dizer NÃO que se perde o valor e a admiração, e o Pai ou Mãe de Santo ‘já não presta mais’; aliás, esse é um excelente teste de respeito e amor que pode ser feito em qualquer situação: no convívio familiar, no trabalho, antes de formar uma sociedade, no relacionamento amoroso, etc., é só dizer NÃO a uma pessoa ou situação e aguardar o resultado: simplesmente esta pessoa, ou pessoas, viram as costas.
O mimo, o vitimismo, o egocentrismo, a prepotência e, porque não dizer, a infantilidade, estão tão enraizados no íntimo de alguns seres humanos que o reflexo ao NÃO é quase que imediato, mesmo que ainda inconsciente ou sutil. Mas, o pior é que esse reflexo, muitas vezes, é tão agressivo, é tão evidente e tão expressivo que acaba contaminando pessoas próximas, acarretando a ‘saída’ em massa de médiuns de um Terreiro. É a ingratidão coletiva! É triste ver isso acontecer! Mais triste ainda é ver todo um trabalho espiritual, toda uma ação divina que estava atuando na vida do médium e dos médiuns ser agressivamente rompida pelo egocentrismo humano.

É perceber a tristeza das Entidades Espirituais que acompanham aqueles médiuns quando tomam uma atitude dessa. Afinal, nós temos o livre arbítrio, nós podemos ir e vir, mas muitas Entidades não. Muitas vezes, elas ficam entregues aos caprichos dos médiuns, pois têm como missão acompanhá-los por todas suas passagens nesse plano. E ai? Será que é muito difícil para os médiuns pensarem nas Entidades que o acompanham nesse momento? Será que é muito difícil pensar em algo maior, em algo que vai além do próprio umbigo?
É preciso sair do egocentrismo e saber que uma atitude pode influenciar muitas coisas, pessoas e espíritos. É importante pensar em um TODO, pensar na capacidade e não no desejo pessoal. E é alicerçado nesse pensamento que, muitas vezes, um Pai (e aí pode ser pai de santo, pai carnal ou pai espiritual) diz NÃO a um filho. Pena que esse filho está ainda tão acostumado com mimos e ainda tão preocupado com seu desejo pessoal que acaba perdendo a grande oportunidade de sua vida em aprender, crescer e provar que já é capaz de pensar no TODO, pensar nos outros e na causa maior - que é sua missão, a caridade.
E aproveitando a "inspiração", cito duas frases, uma de Pinot Duclos, que diz: “A ingratidão consiste em esquecer, desconhecer ou reconhecer mal os benefícios, e se origina da insensibilidade, do orgulho ou do interesse.” A outra é de Maria Padilha: “Só nos é permitida a evolução quando nos tornamos capacitados e responsáveis pelos nossos atos". Portanto, saber OUVIR NÃO é uma grande oportunidade de provar respeito, carinho, amor, e, principalmente, provar que se cresceu como ser humano e como ser espiritual, que consegue pensar em todos, em possibilidades, em determinação, em persistência e humildade.
E o que é ouvir um não? Um NÃO pode ser de diversas formas, não a palavra propriamente proferida. Um NÃO é dito quando a pessoa escuta o que não quer ou não gosta, quando é chamado a sua atenção diante de vícios, comportamentos perigosos e inadequados, ou mesmo um alerta para se cuidar, quando ouve "umas verdades" que doem porque mostra seus erros.
Então, aceitar um “NÃO” é sair do desejo pessoal e entrar no mais importante estágio de evolução. Saiba que os grandes líderes só se tornaram “grandes” e “líderes” depois de terem ouvido muitos NÃOS e de terem refletido sobre eles e se reformulado como pessoas.


Estudo sobre a ingratidão - Bezerra de Menezes
Denomina-se ingratidão a ausência de um sentimento positivo e harmonizador ao não reconhecer o bem que outrem nos proporcionou por emoções de baixo teor vibratório típicas do ser ingrato. A ingratidão frequentemente se apresenta seguida por atitudes não elevadas por parte do indivíduo ingrato.
Emoções Associadas à Ingratidão:
Raiva - não é raro a ocorrência de uma sensação de raiva em relação àquele que prestou auxílio. O beneficiado se considera humilhado devido à sua natureza orgulhosa.
Inveja - sentimento que direciona contra o seu benfeitor. O indivíduo auxiliado sente um misto de tristeza e rancor por não possuir o bem ou a qualidade ética daquele que o orientou. Muitas vezes, há precipitação do benfeitor que não aguardou o momento oportuno no amadurecimento do seu assistido. Como disse Jesus: "Não atirai pérolas aos porcos para que eles não as pisem com os pés".
Compreensão Fluídico-energética da Ingratidão:A ingratidão caracteriza-se por emanações energéticas de baixa frequência e ondas longas (grande comprimento ondulatório). Estas ondas produzem cores escuras e opacas, portanto, destituídas de brilho e luminosidade.
Consequências do Sentimento de Ingratidão:Ao se deixar envolver pelo sentimento de ingratidão, o indivíduo estabelece sintonia, no plano extrafísico, com energias da mesma frequência. Em razão deste fato, amplia seus contatos com esferas espirituais de baixo teor vibratório. Passa, ao se deter nesta postura ingrata, a se distanciar da luminosidade dos Espíritos protetores e a se identificar com a frequência vibratória de entidades sofredoras, as quais intercambiam energias deste nível de pensamentos e emoções.
Consequência da Ingratidão sobre o Benfeitor:
Quando o benfeitor compreende, ele perdoa. Neste caso, cresce espiritualmente ao exercitar o entendimento e a humanidade.
Perdoando o ingrato, atrai para si maior simpatia e amor dos Espíritos de luz (e dos protetores do ingrato), sintonizando sua mente em faixas superiores.

Quando o benfeitor se magoa e sofre: passa, nesse caso, a entrar em sintonia com as ondas de tristeza e mágoa que ampliam seu sofrimento. Há uma queda de nível vibratório que fragiliza o benfeitor, tornando-o, portanto, suscetível a Espíritos sofredores.
Quando o benfeitor reage e revida contra o ingrato: passa a entrar na mesma frequência vibratória do ingrato, torna-se igual a ele e assimila a ação dos obsessores espirituais. Pode, neste caso, enfermar-se física ou psiquicamente.
Consequência da Ingratidão sobre o Próprio Ingrato:A imaturidade espiritual é o que caracteriza o ingrato. Desta forma, como todo ser imaturo, necessita amadurecer pela experiência.
Amadurecimento pela reflexão (esclarecimento):
No plano espiritual: sob a orientação dos espíritos maiores, poderá rever sua postura, modificando-se parcial ou integralmente;

Nas próximas existências: além do esforço desenvolvido no sentido de corrigir-se durante o período de erraticidade no plano espiritual, passará a exercitar nas próximas encarnações o sentimento de gratidão em novas oportunidades de esclarecimento e reflexão.
Amadurecimento pela dor: no plano espiritual e nas próximas encarnações. O amadurecimento pela dor só se faz necessário quando o ingrato não amadurece pelo esclarecimento ou reflexão e não aceita as oportunidades de trabalho regenerativo que lhe são oferecidas. A dor não é imposta pelos espíritos superiores (muito menos por Deus), mas é consequência automática da Lei de Ação e Reação.
Ao nos afastarmos da Lei de Harmonia Universal, portanto de Deus, criamos situações de sofrimento. Desta maneira, não faz sentido responsabilizarmos Deus ou os outros pelos nossos sofrimentos.
"Sabei que se aquele a quem prestais serviço esquece o benefício, Deus vo-lo terá mais em conta do que se já tivésseis sido recompensado pela gratidão do vosso favorecido" (Bezerra de Menezes).

5 de maio de 2011

Paz e felicidade é uma questão de escolha

Muitas pessoas vão ao Centro Espírita se consultar com as entidades, principalmente com os pretos-velhos, pedindo paz e felicidade. Mas saem dali e não mudam sua forma de pensar e seus comportamentos. Pior: pensam negativamente. Colocam suas aspirações, desejos e suas conquistas unicamente "nas mãos" das entidades, isentando-se da responsabilidade por sua felicidade.
Ser feliz é uma decisão pessoal. A chave é querer viver melhor e ter boa vontade para tentar novas formas de encarar nossa realidade.
Com que vibração você está sintonizado (a)?
Dentro de você está a habilidade e o poder de fazer tudo que precisa ser feito.
Este poder estará à sua disposição a partir do momento que você assumir a responsabilidade pelas pequenas decisões que você toma no dia a dia.
Faça algo por você mesmo: uma pessoa feliz faz muito pelo mundo, porque não é um foco de insatisfação.
• Cultive o bom humor: rapidamente você melhora o seu dia e de quem está perto de você, lembre-se que um simples sorriso pode mudar um ambiente, suavizando uma situação.
• Compreenda que não há duas pessoas exatamente iguais. Conviver em paz é compreender e respeitar as diferenças. Importante: procure não levar as pessoas a mal, compreendê-las (sem entrar em sua sintonia) nos mantêm centrados, fazendo um bem enorme à nossa saúde e ao ambiente a nossa volta.
•Pensamentos de confiança facilitam seu dia-a-dia. Abuse deles.
Dicas para conquistar e manter o equilíbrio pessoal
•Pelas manhãs, faça pelo menos 3 respirações completas, voltado para o Sol. Inspire enchendo completamente os pulmões, segure o ar por alguns segundos (o quanto conseguir tranquilamente) e expire soltando o ar pela boca, esvaziando totalmente os pulmões. Este simples ato renova sua energia.
O que pode nos ajudar nesse caminho?
• Respirações diárias profundas, renovando o ar de nosso interior
• Ter consigo algum símbolo de sua fé pessoal
• Fotos de momentos felizes
• Frases que motivam sua evolução como pessoa e o ajude a superar as dificuldades, dando-lhe ânimo e coragem
• Paisagens naturais que comunicam sentimentos agradáveis
• Procure alegrar seu quarto de dormir: o repouso é fundamental para nossa saúde e bons relacionamentos.
Muito importante:
Evite irritar-se, que prejudica muito sua saúde. Encare suas experiências desagradáveis como aprendizados.
A experiência é a mãe da certeza e seu fruto pode ser a sabedoria.
• O maior inimigo do homem é o pensamento negativo, que ele abriga dentro de si.
• Cultive a confiança em si mesmo, seja seu melhor amigo.
• Cultive a confiança no bem último de todas as coisas e no prazer de estar trilhando seu caminho, que é único, e dando o melhor de si mesmo.

Alguns pensamentos altamente benéficos:
- A cada dia aperfeiçoo meu modo de pensar, falar e sentir.
- A intuição me guia e me sugere a melhor resposta para cada momento de minha vida.
- Busco meu crescimento interior através de atividades que me dão prazer e sabedoria.
- Acolho meu próprio ser com generosidade e respeito.
Construindo nossa paz interna:
"A melhor maneira de vivermos o hoje e nos prepararmos para o amanhã é concentrar toda a nossa imaginação e entusiasmo na execução de nossas atividades de hoje, da melhor forma possível. E é o melhor que podemos fazer por nós mesmos e pelo mundo." (Vovó Luíza de Guiné)
Trabalhe no que você gosta que não precisará trabalhar nenhum dia de sua vida…

22 de abril de 2011

A Páscoa para a Umbanda

A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou33 da Era Comum.
Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII.

Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.
A festa cristã da Páscoa tem origem na festa judaica, mas tem um significado diferente. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo a Páscoa representa a morte e ressurreição de Cristo, assimilando também diversos elementos como alegóricos de morte e renascimento representados pela transição do inverno-primavera que ocorre neste período.

Pessach (do hebraico פסח, ou seja, passagem), também conhecida como Páscoa judaica, é o nome do sacrifício executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Geralmente o nome Pessach é associado a esta festa também, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Shemot (Êxodo).
De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torá, Deus enviou as Dez pragas do Egito sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.
Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pão ázimo e ervas amargas (como o rábano, por exemplo). À meia-noite, um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó. Então 
o Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou ao Êxodo. Como recordação desta liberação, e do castigo de Deus sobre Faraó foi instituído para todas as gerações o sacríficio de Pessach.
É importante notar que Pessach significa a passagem, porém a passagem do anjo da morte, e não a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho ou outra passagem qualquer, apesar do nome evocar vários simbolismos.
Um segundo Pessach era celebrado em 14 de Iyar,para que pessoas que na ocasião do primeiro Pessach estivessem impossibilitadas de ir ao Tabernáculo, fosse por motivos de impureza , ou por viagem .

É importante lembrar também que no Domingo é comemorada a ressurreição de Jesus Cristo. 

Conforme narram os evangelistas, Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz na Sexta-feira, perto das 3 horas após o almoço, na véspera da páscoa hebraica. Naquela mesma noite, José de Arimatéia, um homem rico e honrado, juntamente com Nicodemus tiraram o corpo de Cristo da Cruz, ungiram-No com substâncias aromáticas, envolveram com linho (Sudário), conforme as tradições judaicas e sepultaram numa gruta de pedra. Essa gruta foi cortada por José para seu próprio sepultamento, mas por amor a Jesus cedeu-a. A referida gruta encontra-se no jardim de José, perto de Golgotá, onde Cristo foi crucificado. José e Nicodemus eram membros de Sanedrion (a corte suprema judaica) e ao mesmo tempo eram discípulos secretos de Cristo. A entrada da gruta, onde eles sepultaram o corpo de Jesus, foi fechada com uma enorme pedra. O sepultamento foi feito rapidamente e não conforme as leis, pois nessa noite iniciava-se a celebração da páscoa hebraica.
A despeito da celebração no Sábado de manhã, os sacerdotes e escrivães foram até Pilatos e pediram sua autorização para colocar soldados romanos para guardarem o túmulo. Foi colocado um lacre na pedra que fechava a entrada do sepulcro. Tudo isto foi feito como precaução, pois eles se lembraram das predições de Jesus Cristo, que Ele ressuscitaria no terceiro dia de sua morte.
No terceiro dia após Sua morte, no Domingo, de manhã cedo, quando ainda estava escuro e os guardas se encontravam em seu posto na sepultura lacrada, o Senhor Jesus Cristo Ressuscitou dos mortos. O mistério da Ressurreição, assim como o mistério da encarnação, - são inconcebíveis. Com a frágil mente humana, nós entendemos esse acontecimento da seguinte maneira: que no momento da Ressurreição a alma do Filho de Deus voltou ao Seu corpo, e em conseqüência o corpo reviveu e ficou imortal, vivificado e espiritualizado. Depois disto, o Cristo ressuscitado deixou a caverna sem derrubar a pedra e sem violar o lacre. Os guardas não viram o que aconteceu na caverna, e após a Ressurreição de Cristo continuavam vigiando o túmulo vazio. Em seguida aconteceu um terremoto, e então um Anjo de Deus desceu do céu, afastou a pedra da entrada do túmulo e sentou-se sobre ela. Ele tinha a aparência de um raio e sua roupa era alva como a neve. Os guardas, assustados com o Anjo, fugiram.
Nem as esposas dos produtores de mirra, nem os discípulos de Cristo, sabiam de nada do acontecido. Como o sepultamento de Cristo foi feito rapidamente, as esposas dos produtores de mirra combinaram que iriam ao túmulo no dia seguinte ao dos festejos da páscoa hebraica, ou seja, no Domingo, e terminariam a unção do corpo do Salvador com aromas e bálsamos. Elas inclusive não tinham conhecimento dos guardas romanos nem do selo. Quando a aurora começava a surgir, Maria Madalena, "outra" Maria, Salomé e algumas outras mulheres honradas foram até o túmulo levando a mirra perfumada. Pelo caminho, elas refletiam perplexas:"Quem irá retirar a pedra do túmulo?" - pois, conforme explica o Evangelho, a pedra era imensa. A primeira que se aproximou do sepulcro foi Maria Madalena. Vendo a sepultura vazia, ela correu para trás até aos discípulos Pedro e João e contou-lhes a respeito do desaparecimento do corpo do Mestre. Um pouco mais tarde chegaram ao túmulo outras portadoras de mirra. Elas viram um jovem vestido de branco sentado do lado direito do túmulo, o qual lhes disse: "Não se assustem, posto que sei que vocês procuram pelo Cristo crucificado. Ele Ressuscitou. Andem e digam aos discípulos Dele que eles O verão na Galiléia."Emocionadas com a notícia inesperada, elas apressaram-se para ir ter com os discípulos.
Entretanto os Apóstolos Pedro e João, tendo ouvido de Maria sobre o acontecido, vieram correndo à caverna: Porém, tendo encontrado ali apenas a mortalha e o tecido o qual estava na cabeça dé Jesus, voltaram perplexos para casa. Depois disso Maria Madalena voltou ao local do sepultamento de Cristo e começou a chorar. Nesse momento ela viu na sepultura dois Anjos vestidos de branco, os quais estavam sentados - um à cabeceira, outro aos pés, de onde estivere deitado o corpo de Jesus. Os Anjos perguntaram-lhe: "Por que você está chorando?." Após ter respondido aos Anjos, Maria voltou-se e viu Jesus Cristo, mas não o reconheceu. Pensando que se tratava de um jardineiro, ela perguntou: "Meu senhor, se você O retirou (Jesus Cristo) então diga onde O colocou e eu O pegarei." Então, o Senhor disse para ela: "Maria!." Ao ouvir a voz conhecida e tendo se voltado para Ele, ela reconheceu a Cristo e gritou: "Mestre" e jogou-se a Seus pés. Mas o Senhor não permitiu que ela O tocasse, mas ordenou que fosse ter com os discípulos e lhes contasse sobre o milagre da Ressurreição.
Nessa mesma manhã os guardas chegaram até aos sumo-sacerdotes e lhes relataram a respeito da aparição do Anjo e da sepultura vazia. Essa notícia deixou as autoridades judaicas muito agitadas: Cumpriram-se seus pressentimentos inquietantes. Agora para eles antes de mais nada, era necessário preocupar-se para que o povo não acreditasse na Ressurreição de Cristo. Tendo reunido o conselho, eles deram muito dinheiro aos soldados ordenando que propagassem e espalhassem orumor dizendo que os discípulos de Jesus à noite, na hora em que os guardas dormiam, roubaram Seu corpo. Assim fizeram todos os guardas, e o boato sobre o roubo do corpo do Salvador se manteve por longo tempo entre o povo, e até hoje é chamado o dicha mentira.
No primeiro dia de Sua Ressurreição, o Senhor apareceu algumas vezes aos seus discípulos, os quais se escondiam individualmente ou em pequenos grupos em diversos lugares de Jerusalém. De acordo com as tradições da Igreja, Cristo primeiramente apareceu à Sua Mãe e com isto consolou Sua aflição materna. Depois, o Senhor apareceu às outras esposas dos feitores de mirra, lhes dizendo: "Alegrem-se!" Elas, por sua vez, se apressaram em dividir esta alegria com outros Apóstolos. Nesse mesmo dia o Senhor apareceu ainda para o Apóstolo Pedro e a dois discípulos - Lucas e Cléofas que estavam a caminho de Emaús. À noite Ele apareceu para todos os Apóstolos, os quais estavam reunidos para condenar os boatos sobre Sua Ressurreição. Com medo dos judeus, eles se trancaram em uma das casas de Jerusalém (pela tradição na sala onde aconteceu a Santa Ceia e onde sete semanas após a Páscoa o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos).
Depois de uma semana, o Senhor novamente apareceu aos Apóstolos, incluindo Tomé, o qual estava ausente na primeira aparição do Salvador. Para dispersar as dúvidas de Tomé a respeito de Sua Ressurreição, o Senhor permitiu que ele tocasse Suas chagas, e Tomé, agora convencido, caiu aos Seus pés, exclamando: "Meu Senhor e meu Deus!" Conforme narram os evangelistas, durante o período de quarenta dias após Sua Ressurreição, o Senhor ainda apareceu algumas vezes aos Apóstolos, conversou com eles e dava-lhes as últimas instruções. Um pouco antes da Sua Ascensão o Senhor apareceu para mais de cinquenta crentes.
No quadragésimo dia após Sua Ressurreição o Senhor Jesus Cristo, na presença dos Apóstolos, subiu aos céus e desde então Ele está sentado à "direita" de Seu pai, segundo os católicos. Os Apóstolos, encorajados com a Ressurreição do Salvador e Sua gloriosa Ascensão, voltaram à Jerusalém para aguardar a descida do Espírito Santo sobre eles, conforme lhes prometeu o Senhor. Para os espíritas umbandistas, "espírito santo" são as entidades de luz que viriam para trabalhar e intuir os discípulos de Jesus.
História à parte, a Páscoa, para os Umbandistas, significa o ensinamento de Jesus, mestre e protetor da orbe terrestre, sobre a vida eterna do espírito humano, a capacidade de se refazer dos flagelos carnais e ficar liberto, ascendendo como espírito nas dimensões e podendo evoluir através de execução de diversos trabalhos, tanto no plano espiritual, nas aldeias, quanto em trabalhos caritativos através dos médiuns.
Portanto, a Páscoa é a comemoração da constatação da eternidade do espírito e de que a morte atinge apenas o corpo físico.
Que a paz de Cristo esteja com todos os filhos de boa vontade!