Blog da Casa de Caridade Luz Divina - dirigente espiritual Vovó Luiza
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5 de novembro de 2016

Conhecendo um pouco mais sobre os Orixás regentes de 2017

Oxossi

Orixá das matas, alegre, jovial, expansivo e irrequieto. Oxossi é o Orixá que revela a importância da caça entre os povos africanos, com reflexos no culto religioso, lembrando que antigamente na África os caçadores eram os responsáveis pelo sustento e manutenção das aldeias.

Sendo um caçador, é o Orixá que garante a fartura, o sustento, a alimentação e a prosperidade ao ser humano. Em seu lado negativo, porém, pode ser também o pai da míngua e da falta de provisão. Muitas vezes é chamado de “Caçador dos Céus”.

Na Umbanda, Oxossi é patrono da linha dos Caboclos, uma das mais ativas da religião e recebe o título de Rei das Matas. Oxossi é caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento, logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

Oxossi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres, na apresentação de novos conhecimentos e de novos horizontes. Simbolicamente representamos Oxossi com sete setas que são as sete buscas contínuas do ser. Oxossi expande, irradia e impele os seres.

Data festiva: 20 de janeiro

Saudação: Okê Arô! (Salve o Grande Caçador!)

Sincretismo religioso:
São Sebastião

Cores: Verde (e alguns tipos de Umbanda, é verde, branco e vermelho)

Ponto de força: Matas


Oxum

É a força dos rios que correm sempre adiante, levando e distribuindo pelo mundo sua água que mata a sede. É a Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, Deusa da candura e da meiguice.

Orixá da prosperidade e da riqueza interior, ela é a manifestação do Amor. O amor puro, real, maduro, solidificado, sensível e incondicional, por isso é associada à maternidade e ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe, da mesma maneira que Iemanjá.

A regência de Oxum se dá no processo de fecundação, na multiplicação da célula mater. É Oxum quem gera o nascimento de novas vidas que estarão no período de gestação numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas.

É Oxum que “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entrega à Iemanjá, que será responsável pelo destino daquela criança. Oxum não vê defeitos nos seus filhos. Os seus filhos são verdadeiras joias e ela só consegue ver o seu brilho. É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.

Como acontece com as águas, nunca se pode prever o estado em que encontraremos Oxum; como também não podemos segurá-la em nossas mãos. Assim, Oxum é o ardil feminino, considerada a deusa do amor, a Vênus africana. O casamento, o ventre, a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, talvez por consequência, a felicidade.

De menina-moça faceira, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas as circunstâncias da vida. Oxum é o amor, é a capacidade de sentir amor.

Ela é o elo que une os seres sob uma mesma crença, trazendo a união espiritual. É o elo que une dois seres sob o mesmo amor, agregando-os onde se dá inicio à concepção de uma nova vida. Ela é quem agrega os bens materiais que torna um ser rico, portanto, é conhecida como Orixá da riqueza, Senhora do ouro e das pedras preciosas.

Essa doçura de encanto feminino, porém, não revela a Orixá por inteiro. Pois ela é também guerreira intrépida e lutadora pertinaz. Como as águas dos rios, a força de Oxum vai a todos os cantos da terra. Ela dá de beber aos animais e plantas de Oxossi, esfria o aço forjado por Ogum, lava as feridas de Obaluaê. Oxum está em tudo, pois, se amamos algo ou alguém é porque ela está dentro de nós.

Data festiva:
08 de dezembro

Saudação:
Ora ie iê!
Ai iê ieu Mamãe Oxum (Salve Senhora da Bondade e da Benevolência)

Símbolo:
Um coração (do qual nasce um rio).

Sincretismo religioso:
Nossa Senhora da Conceição

Cor: Azul royal (e alguns tipos de Umbanda, a cor é Amarelo dourado; e no Candomblé é cor de Rosa)

Instrumento:
Abebé (um leque em forma circular dourado ou feito em latão que traz um espelho no centro)

Ponto de força:
Cachoeiras e rios

21 de julho de 2016

Nanã Buruquê

Dia 26 de julho é o dia que, devido ao sincretismo com Santana, comemora-se na Umbanda o Orixá Nanã Buruquê.

Nanã é a divindade que, junto com Zambi, fez parte da criação; é a mais antiga de todos os Orixás, a mais velha e a mais respeitada. Historiadores afirmam que  Nanã “surge” anterior à Idade do Ferro, provocando uma relação “conturbada” com Ogum. É responsável pelo elemento barro, que deu forma ao primeiro homem e a todos os seres viventes da terra.

Segundo a lenda africana, quando Zambi, o ser Supremo, encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, Oxalá tentou vários caminhos. Tentou fazer o Homem de ar, como Ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde Ela morava, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem e o modelou no barro. Com o sopro de Zambi ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a terra.
Com o barro, Nanã propicia o uso das cerâmicas, momento em que o homem começa a desenvolver a cultura.

Orixá que auxilia as passagens difíceis da vida, que pode trazer riquezas, assim como a miséria, é a própria evolução do Ser, o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. Nanã tanto rege a vida como a morte, pólos da mesma realidade.

Pertencem a Nanã os búzios, que simbolizam morte por estarem vazios e fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos, entretanto, o que a melhor sintetiza é o “grão”, pois, além de Nanã possuir domínio sobre a agricultura e desenvolvimento do homem, todo “grão” tem que morrer para germinar. Nanã é que dá nascimento às sementes permitindo transmutação e transformação contínua para que nada se perca.

Atributos: calma e misericórdia. Nanã é o momento inicial em que a água brota da terra ou da pedra. É a soberana de todas as águas; é também a lama, a terra em contato com a água; é o pântano, o lodo, sua principal morada e regência. Ela é a chuva, a tempestade, a garoa. Nanã é a mãe, boa, querida, carinhosa, compreensível e sensível; a senhora da passagem desta vida para a outra, comandando o portal mágico, a passagem das dimensões.
Este Orixá relembra a nossa ancestralidade mística, o momento em que fomos criados como espírito. A água foi necessária na Terra para a geração da vida, tendo o barro ou a lama um simbolismo correspondente ao momento em que fomos "feitos" pelo Pai. Assim, Nanã é considerada a Grande Mãe. Ela reconduz os espíritos desencarnados ao mundo espiritual, aconchegando-os em seus braços.

Tipo psicológico dos filhos de Nanã: os filhos deste Orixá podem ser tímidos e ao mesmo tempo serenos. Por vezes, são severos nos seus valores morais e austeros na educação da família. Não raro, são rabugentos, o que os fazem ser temidos. Geralmente não são sensuais e não se ligam às questões da sexualidade. Outras vezes, por medo de serem amados e virem a sofrer, se dedicam com afinco à profissão, sendo dispostos à ascensão social.
Quanto à calma e à lentidão que lhes são peculiares, nos momentos das decisões, acabam gerando conflitos com pessoas ativas e dinâmicas. Em equilíbrio, são pessoas bondosas, simpáticas, bonachonas e dignas de confiança.

Aspectos positivos: sensatez, perseverança, ordem, objetividade, paciência, respeitabilidade, calma. Sem pressa para realização, o tempo não os aflige. São benevolentes, gentis, mansos, como se fossem bons e amorosos avós.

Aspectos negativos: conservadorismo extremado, preguiça, avareza, indiferença, estupidez. Demorados, teimosos e rabugentos, adiam as decisões e podem ser vingativos.

Planeta: Lua, que é o regente do signo de câncer – ligação com as águas; junção da água das chuvas e solo barrento e pantanoso, demonstrando que precisam trabalhar o passado, libertando e deixando ir embora o que não serve mais.

Signo: escorpião, que é regido por Plutão – ligação com as águas paradas e profundas (o mangue), refletindo a expressão "eu calo" do escorpiano que observa e que é profundo no sentir os ambientes e a psiquê humana; possuem a capacidade de vivenciar a dor e o sofrimento e renascer mais forte, com maior capacidade de domínio sobre as próprias emoções.

Flores: hortênsia, sempre-viva roxa, crisântemo roxo, hibisco, violeta, orquídea roxa
Chacra: frontal
Dia da semana: sábado
Saudação: Saluba, Nanã!
Florais de Bach: Centaury, Hornbeam, Clematis e Willow
Mineral: ametista
Metal: ouro branco, estanho
Bebidas: champagne rosé, água mineral, água com mel
Animais: rã, pata branca
Comida: batata doce com mel, figo roxo, ameixa vermelha escura, amendoim torrado sem sal (partido ou farofa), purê de batata doce
Cor: roxo / lilás
Domínios: chuva, pântano, morte, lamaçal
Elementos: água e terra
Símbolo/ emblema: Iberim, búzios
Ervas: alfavaca, avenca, dinheiro em penca, folha da fortuna
Essências: guiné, noz moscada, cravo, camomila
Frutas: figo, ameixa, uva escura, jaca, fruta do conde
Função: criação e transformação
Doenças: erisipela, artrite, estomatite. Cuidar com multidões e instrumentos de metal
Morada: cemitério, pântano, lamaçal
Números: 6 e 13
Partes do corpo: barriga, útero, genitais feminino, protege mulheres gestantes

Oração para Nanã:
Senhora da renovação da vida
Mãe de toda criação
Orixá das águas paradas
Mãe da sabedoria
Dai-me a calma necessária para aguardar com paciência o momento certo para tomar minhas decisões.
Que a tua luz neutralize todas as forças negativas à minha volta.
Dai-me a tua serenidade e faz de mim um filho abençoado nos caminhos da paz, do amor e da prosperidade.

Saluba, Nanã!


1 de março de 2016

Ogum

Ogum é o Orixá que rege as batalhas. Todos os instrumentos são consagrados a Ogum, uma vez que, acima de tudo, é ele o Orixá da forja e da metalurgia, processo de manipulação dos metais.
Por isso, um dos símbolos deste Orixá são as sete ferramentas juntas, que representam exatamente este poder sobre os metais, em especial o ferro, considerado o metal negro, símbolo da relação de Ogum com o elemento terra.
Entendemos Ogum, acima de seu papel mitológico, como o impulso Divino primordial. Este Orixá é a força que rege todo início de movimento, força que rompe a barreira estática de todo início de processo. Quem não percebe que o começo de um processo pode parecer lento e difícil, mas que a continuidade de um processo já iniciado não parece tão maçante assim? É Ogum aquela energia que possibilita o início do que quer que seja. É a explosão inicial e a quebra do equilíbrio estático.
Também em Ogum vemos uma forte relação com todos os Orixás. Ele é considerado um dos Orixás mais antigos, já que estava lá quando tudo foi iniciado. É considerado a força irmã da energia de Exu (o movimento), sendo que Exu e Ogum andam sempre juntos.
Ogum é o Orixá do movimento e do impulso. Sua energia se relaciona com todo processo de revolta que gera uma mudança em relação ao padrão anterior. É a energia da conquista que não se preocupa com a manutenção do conquistado. Por isto, diz-se que Ogum é a figura mitológica do grande guerreiro, o grande general que lidera e vence todas as batalhas. O guerreiro valente e impulsivo que, com sua ira e suas armas, submete todos os inimigos e derruba todos os obstáculos.
É um Orixá fortemente relacionado com os elementos terra e fogo, este último mais comum em nossa Umbanda e explicitado pela cor deste Orixá, o vermelho. O branco também atribuído a Ogum mostra sua relação primordial com a Criação, enquanto impulso original de todo o criado.
O modelo do arquétipo demonstrado pelos filhos de Ogum é o das pessoas rebeldes, briguentas e impulsivas. Que perseguem energeticamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que nos momentos difíceis triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Possuem humor mutável, passando por furiosos acessos de raiva ao mais tranquilo dos comportamentos. É o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas. Os filhos de Ogum nada temem, são atléticos, agressivos e de mau humor, conquistadores, rápidos, agem sem pensar, ofendem-se facilmente, insistem naquilo que desejam, emotivos, impacientes, brigões, arrependem-se facilmente, gostam de comer bem e de beber, temperamento difícil e com muita iniciativa. Os filhos de Ogum não podem ter vícios, principalmente com bebidas e drogas. Não conseguem falar manso, gostando das disputas até no falar. São práticos e não são egoístas, gostando de fazer doação de suas coisas. São apaixonados por viagens, mudanças de endereços, curiosos, adoram inovações tecnológicas. Ogum rege, no corpo humano, o sistema nervoso, as mãos, os pulsos e o sangue. As doenças mais associadas a Ogum são relacionadas às articulações, aparelho digestivo e fígado.
Ogum toma a vanguarda, vai na frente dos outros, o que precede, é o símbolo do primogênito que, através de sua agressão, abre o caminho para quem o segue. É um desbravador em todo o sentido do termo. Por estas características, anda e trabalha junto com Exu, indo na frente, abrindo caminho para Exu passar e trabalhar no Baixo Astral, nas zonas umbralinas, ajudando a combater o mal e defende os Exus dos ataques dos kiumbas nos locais sombrios. Assim, em toda firmeza para Exu, Ogum faz a ronda, também fazendo papel de guardião.
É o protetor dos militares e guerreiros. Tem ânsia de conquistas, mesmo que não tenha nenhuma estratégia, o que o difere de Xangô. Diz-se que Ogum não pede, Ele toma. Tem grande dificuldade de manter as suas conquistas. Ogum é um excelente executor de ideias; é impaciente, sincero, violento e brigão. Abre os caminhos junto com Exu. É objetivo. É o senhor das contendas sempre atacando pela frente, de peito aberto. Sabe armar arapucas para pegar o inimigo.
É o Senhor dos objetos cortantes e armas de fogo. Carrega a força de qualquer impacto, vibrando em todos os momentos impactantes. É o que ferve o sangue. Está presente no calor das coisas, principalmente no fogo. É a força instintiva de Marte, sendo este o planeta regente desse Orixá. Padroeiro de todos aqueles que manejam o ferro, como lanterneiros, maquineiros e ferreiros. Ogum é o símbolo do trabalho, da atividade de criação e expansão.
Seu dia é 23 de abril. Na Umbanda é sincretizado com São Jorge. Seu dia da semana é a terça-feira e suas cores são o vermelho e branco. Seus domínios são as estradas, encruzilhadas, cachoeiras e o mar. Seu Amalá é a feijoada feita de feijão fradinho ou feijão vermelho.


11 de fevereiro de 2016

A UMBANDA E A QUARESMA


Umbanda é uma religião que tem em seu núcleo de formação influência de algumas outras religiões, coisa que acho válida até certo ponto, a aceitação deste fato só vem a confirmar que a Umbanda é uma religião que acolhe a todos e que graças a sua diversidade existe “uma Umbanda para cada fiel”.
Adotamos as datas de comemorações dos Santos Católicos para homenagearmos nossos Orixás, devido à sincretização, mas isto não é uma regra, o fazemos apenas como referência.
Quando falamos em Quaresma estamos falando de um termo católico, que diz respeito a um período consagrado PELOS CATÓLICOS.
Respeito as casas que suspendem ou alteram sua forma de trabalho por conta da quaresma, mas não aceito as estórias que inventam para justificar isto. No meu entende,r isto deve ficar no campo das tradições.
Vou dar o exemplo de duas “explicações” que já ouvi e que retratam isto:
“Na quaresma a carga de energia negativa se acentua por conta do carnaval”
Pois bem, se isto ocorre não seria neste momento que nós Umbandistas deveríamos nos doar mais? Trabalhar com mais afinco para ajudar na limpeza desta energia?
“Na quaresma as almas são soltas por São Miguel, para que procurem a luz.”
Mais um motivo para trabalharmos, pois seria mais fácil para estas almas “encontrarem a luz” se alguém se dispuser a ajudar.
Estes são apenas dois exemplos, já escutei inúmeros mais…
Quaresma é uma data católica, está na hora de nós UMBANDISTAS termos nossa própria identidade.
Marco Boeing

A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para que, com o auxílio das entidades de luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus filhos de fé ou frequentadores.” (Pai Ronaldo Linares)
A quaresma não é umbandista, então não devemos e nem precisamos tomar providências litúrgicas ou ritualísticas por conta dela.
Saravá!

13 de novembro de 2015

Carta Magna de Umbanda


Dia 15 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Umbanda, pois foi nesta data que Zélio Fernandino de Moraes, através de sua entidade o Caboclo das 7 Encruzilhadas, promulgou o nascimento dessa religião. Apesar da Umbanda ter 107 em nosso país, somente agora foi executada uma Carta Magna, a qual dá as diretrizes fundamentais.
Abaixo segue o texto completo da Carta Magna de Umbanda que será lançada nesta sexta feira dia 13/11/2015, na câmara municipal de São Paulo:

CARTA MAGNA DE UMBANDA
1 - Umbanda é uma religião espiritualista de doutrina afro-indígena-euro brasileira.
2 - É uma religião monoteísta, que crê na existência de um Deus único, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, eterno, onipotente, onipresente, soberanamente bom e justo.
3 - A Umbanda crê e cultua de forma própria os Orixás Africanos, sincretizados com os santos Católicos, guias e mentores espirituais que, como ministros de Deus, zelam e O auxiliam na realização de suas obras.
4 - A Umbanda crê na reencarnação e na incorporação das entidades espirituais, em vidas sucessivas, no aprimoramento espiritual e aperfeiçoamento do ser humano para conduzi-lo a Deus.
5 - O espirito denominado Sr. Caboclo das Sete Encruzilhada, incorporado no médium Zélio Fernandino de Moraes, no dia 15 de novembro de 1908, em São Gonçalo das Neves – RJ, data que reconhecemos como sendo o nascimento da Umbanda, anunciou:
6 - A Umbanda considera a natureza com tudo que ela encerra como obra máxima do Criador, sendo o altar de Deus, o lugar onde se pode com Ele conversar, portanto, preservar a natureza é obrigação de fé de cada umbandista.
7 - A Umbanda é uma religião sincrética fruto da cultura religiosa de três segmentos: Branca do elemento europeu colonizador; Negra escravizada na África para laborar na terra e a Indígena que já ocupava esta terra.
8 - A Umbanda tem liturgia e ritos próprios derivados da diversidade de raças e culturas que a fundamentam. São práticas litúrgicas umbandista
8.1 - A preparação e formação mediúnica e sacerdotal;
8.2 - O Batismo;
8.3 - O Casamento;
8.4 - Os Ritos Fúnebres.
9 - Constituem símbolos da Umbanda:
9.1 - O Hino da Umbanda;
9.2 - A bandeira da Umbanda;
9.3 - Juramento Umbandista.
10 - Sendo a Umbanda a manifestação de espirito para a prática da caridade deverá sempre ser exercida sem a remuneração pecuniária, salvaguardada a sustentação financeira da organização religiosa.
11 - Deve o adepto da religião de Umbanda sempre seguir a ética religiosa e a lei dos homens.
12 - Todo irmão umbandista que desejar fazer parte do corpo mediúnico de um templo deverá prestar o “Juramento Umbandista”.
13 - A Umbanda defende uma sociedade em que todas as religiões sejam igualmente respeitadas, a promoção da tolerância como princípio republicano e a preservação da educação pública laica.
14 - A Umbanda estará sempre de portas abertas para todos.

Justos e perfeitos, os subscritores desta, a qual estará aberta a adesões, reafirmam o compromisso permanente com o engrandecimento da Umbanda e seus valores magnos.

São Paulo, 13 de novembro de 2015.

18 de outubro de 2015

O sentido da oferenda na Umbanda

Para melhor compreensão e para acabar com a crítica, a explicação do sentido da oferenda na Umbanda terá uma comparação com a Santa Ceia do catolicismo.

Segundo a história do Mestre Jesus na Bíblia Sagrada, um dia antes de sua prisão Cristo realizou uma ceia onde reuniu seus apóstolos proferindo as seguintes palavras:

“Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. 
Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” (1 Coríntios 11:24-25).

Lendo estas belas passagens da Bíblia Sagrada podemos entender que a Santa Ceia foi um ritual “Mágico” na qual Mestre Jesus ensinou aos apóstolos um ritual para que eles pudessem se conectar à força espiritual de Cristo que vos levaria a Deus.
Neste ritual, Cristo transforma o pão em sua carne e o vinho em seu sangue, ambos elementos sagrados que purificariam e uniriam seus apóstolos ao amor e fé do Mestre Jesus. Mas, olhando com atenção esse ritual, Cristo transforma simples alimentos em componentes mágicos, assim despertando o lado sagrado da vida, o lado sagrado do alimento, da bebida, da união.
Agora, com isso em mente, voltamos nossa atenção para os rituais de Umbanda, sendo as oferendas um dos rituais mais criticados por quem não tem conhecimento sobre nossa religião.

As oferendas são criticadas por acharem que é um desperdício de alimento. As oferendas são oferecidas às Divindades (Orixás) para “n” motivos que os seres humanos necessitem no momento e estas oferendas de alimentos ou as mesas feitas dentro dos Terreiros de Umbanda com alimentos que homenageiam os Guias têm o mesmo sentido que a Santa Ceia, pois o mesmo ato que Cristo teve ao consagrar aquele alimento aos seus apóstolos, também nós fazemos com os alimentos e bebidas em nossas oferendas; nós as consagramos aos Orixás, pedindo que irradiem suas energias vivas e divinas para que possam ser direcionadas em nossas vidas, nos trazendo paz, conforto, amor, entre outros sentimentos.

Mas também é importante frisar que toda oferenda ou mesa pode e deve ser aproveitada pela comunidade ou pelo Terreiro, assim não desperdiçando o axé ali imantado.
Da mesma forma que a oferenda de alimentos tem o mesmo sentido que a Santa Ceia, também tem o mesmo sentido a bebida que os Guias bebem com o cálice que Cristo ofereceu aos seus apóstolos. 
No momento que Cristo oferece o vinho a todos, ele consagra e transmuta o vinho, virando assim uma bebida purificadora e assim também é nos Terreiros de Umbanda, pois quando um Guia pega seu copo e faz seus rituais de consagração, nesse momento aquela bebida deixa de ter um significado pejorativo e passa a se tornar um líquido mágico, composto por energias fortes, capazes de purificar energias densas internas tanto do médium incorporado como do consulente em atendimento.

Lembrando que os Guias de Umbanda bebem por um fundamento já difundido na Umbanda e não porque Jesus o fez. As oferendas por si antecedem o nascimento de Cristo e sempre foram um ritual de agradecimento que hoje na Umbanda também já é fundamentada e bem difundida no meio.

Fonte: Nikolas Peripolli (Umbanda eu curto)


11 de agosto de 2015

Incorporação e Irradiação

O ato de incorporar não é simples. Um espírito não “entra” no médium como se entra em um carro. Na verdade, a plena incorporação leva tempo e precisa estabelecer outros processos anteriores. Um deles é a irradiação.
A irradiação é o período de tempo variável que as Entidades irradiam suas vibrações no médium, preparando seus corpos sutis para posteriores incorporações. Nesta etapa, o médium pode captar a vibração da Entidade e ter contato fluidicamente com o corpo astral da Entidade. Isto dará ao médium uma impressão de como é a Entidade, como ele a sente. O médium pode, nesta fase, captar muitas ideias oriundas das Entidades, mas pode se confundir muito com seus próprios pensamentos. Pode sentir uma forte força o conduzindo a andar, sentar ou manipular algo. O médium sente muitas reações corporais: suor, tremores, mãos frias e molhadas ou então calores, falta de noção de espaço e possível visão embaçada, além de dormência, taquicardia (palpitações), fraqueza nas pernas, tonteira, torpor, dor em determinadas áreas do corpo. Esses são alguns sintomas que o médium pode sentir.
Estas reações são variáveis de pessoa para pessoa, resultado da manipulação energética que as Entidades operam em seus médiuns e o resultado dessa manipulação é a desobstrução dos chacras, reparo dos buracos na aura, além de preparar as áreas responsáveis para estabelecer futuras incorporações.
A ansiedade, o medo, a angústia e falta de esclarecimento podem dificultar essa fase, pois o médium, muitas vezes, não permite receber de forma plena as irradiações espirituais, bloqueando parcial ou totalmente.



O que o médium pode fazer para melhorar e captar bem as irradiações e a transição para as incorporações
Quando o médium sentir as primeiras ações de sua entidade é aconselhável esvaziar a mente de pensamentos, perguntas, dúvidas e medos. Deve deixar o corpo leve, sem tensões. Nesta fase, o médium pode ter visões, ou seja, imagens lançadas ao médium pela própria entidade. E quanto mais relaxado e livre de pensamentos ele tiver, mas vai sentir sua entidade e interagir com ela.
Ao iniciante, chega sempre um momento que é difícil distinguir o que são seus pensamentos, ações das entidades ou reações dele mesmo. Uma incorporação se estabelece quando o médium perde parcial ou total consciência sobre seu corpo e este passa a ser dirigido por uma força estranha a ele. O médium não comanda o seu corpo e, se tentar sentar, caminhar, agir normalmente, não irá conseguir.
Quando o médium de Umbanda perder o controle de seu corpo e perceber uma força o conduzindo de forma equilibrada, controlada e ordenada, a Entidade estabeleceu uma excelente sintonia com o aparelho. A Entidade pode demorar um pouco para falar, mas não é via de regra. O médium vai perceber que as ideias lhe chegam e são pronunciadas de forma rápida, sem que fique perdido em pensamento e reflexões para depois falar. A fala da entidade é direta. Muitas vezes, no início, as palavras podem passar pelo mental do médium antes de serem ditas, mas, com o tempo, isso se torna praticamente automático. E muitas vezes o médium pode passar pela situação de pensar uma coisa e de sua boca sair outra completamente diferente. Lembre-se: é a Entidade que está no controle e não o médium.
O médium consciente vê e ouve tudo, mas mesmo assim perde completamente o domínio de seu corpo. O que ocorre é uma perda de noção tempo-espaço, além da sensibilidade corporal, que se altera.
Portanto, além de cuidar dos pensamentos e energia vibratória, o médium deve também cuidar do corpo, da alimentação e fazer os resguardos para que tudo esteja equilibrado para que a Entidade tenha um “aparelho” satisfatório para trabalhar. Pois água limpa em copo sujo jamais será de boa qualidade para o consumo.
Nos médiuns em idade avançada, as manifestações são simplesmente mentais, pela fragilidade do corpo físico.
Então, a boa incorporação não depende somente das Entidades, mas principalmente dos médiuns, pois quanto mais disciplina e prática tiverem, mais firmes serão suas atividades mediúnicas no Terreiro.


Fonte: Marcelo Fernandes

19 de março de 2015

Processo mediúnico e os chackras

O processo mediúnico não se dá simplesmente no campo material. Envolve todo um complexo sistema com os múltiplos corpos que o ser humano possui, assim como os seus centros de força, que são os Chakras.

Os Chakras são os pontos localizados no corpo etérico – duplo-etéreo – e que conectam o corpo material ao corpo espiritual.

Há ao todo no ser humano sete corpos, do mais denso ao mais sutil, quais sejam: Material, Duplo-etéreo, Astral, Mental Inferior, Mental Superior, Búdico e Átma. Kardec simplificou esse sistema dividindo-o em apenas três: Material, Perispírito e Espírito, sendo que o corpo material compreenderia tanto o corpo físico e o duplo-etéreo; o perispírito compreende o corpo astral, mental inferior e mental superior; e o espírito compreende o corpo búdico e o átma.

No processo mediúnico devemos nos focar no corpo astral (perispírito), no duplo-etéreo e no corpo material. Os Chakras estão localizados no duplo-etéreo e encontram seus correspondentes no corpo astral – chamados de parachakras – e no corpo material, pelas glândulas endócrinas.

Existem centenas de chakras por todo o sistema energético humano, porém, os principais são os sete maiores, que se encontram mais ou menos alinhados com a nossa coluna vertebral, são: Básico ou Sacro ou Genésico, Umbilical ou Gástrico, Plexo Solar ou Esplênico, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e Coronário.



Durante o processo mediúnico permitimos que a Entidade que irá se manifestar aproxime seu campo vibratório do nosso duplo-etéreo e corpo astral. No caso, o espírito não irá dominar a sua matéria, mas irá através da manipulação dos parachakras e chakras manifestar as suas vontades através dos aparelhos envolvidos. O Espírito desencarnado não possui mais duplo-etéreo, que seria o veículo intermediário entre o mundo espiritual e material.

A Entidade, depois de se familiarizar com o espaço vibratório do médium, começa a conectar seus centros de força aos do médium. Por exemplo: para falar, a Entidade irá dominar o chakra laríngeo do médium e manifestará sua voz através deste artifício e também irá conectar-se ao chakra frontal onde sugestionará as palavras ao médium, o qual falará com sua própria voz.

Mas não são apenas os chakras superiores (laríngeo, frontal e coronário) que são usados pelas Entidades, muitos outros estão envolvidos. O chakra básico é controlado, permitindo que o médium mantenha o transe enquanto suas funções biológicas se mantém estáveis e as funções basais operantes, por isso que os médiuns incorporados perdem a noção do tempo, não sentem necessidade de usar o toalete e não sentem frio, calor, fome, sono ou sede. Além disso, é extraída a energia telúrica e armazenada nutrindo as funções mais densas do corpo, inclusive a doação de energia ectoplásmica para os necessitados. O chakra sexual também sofre certa excitação, que nada tem a ver com o processo sexual em si, mas é um processo criativo e de nutrição. O plexo solar é o centro comandante das energias, sendo manipulado como usina geradora, transmutadora e absorvedora da irradiação da Entidade.

O chakra cardíaco é usado para o controle do corpo emocional. Além destes, são usados ainda o contrachakra do frontal, localizado na nuca e também o chakra umeral, que se localiza entre as escápulas, no meio das costas. Esses dois chakras são importantíssimos para a comunicação mediúnica, sendo sempre os primeiros a serem conectados com os centros de força da Entidade.

Outros chakras que são muito utilizados no processo mediúnico são os das palmas das mãos (palmares) e da planta dos pés (plantares). Aqui iremos encontrar várias discussões e informações, conforme a doutrina de cada um, porém vou relatar o que me foi passado pelos meus guias e os mentores aos quais tive contato.

Os chakras palmares têm polaridades conforme gênero, orientação de escrita e também através da convenção mental. Localizam-se no centro das palmas das mãos e pode ser atribuída polaridade negativa ou absorvedora ao chakra da palma esquerda e polaridade positiva e irradiadora da palma da mão direita. Essa orientação pode inverter caso o médium seja canhoto, seja mulher ou ele tenha a convenção mental contrária. Porém ele pode manifestar a mesma polaridade conforme lhe convir, através da visualização, pois em alguns casos é necessário irradiar as energias – como nos passes – com as duas mãos e em outras é necessário retirar as energias densas – como no descarrego – com as duas mãos.

Os chakras plantares (dos pés) seguem o mesmo princípio, porém, as solas dos pés são mais usadas como descarregadoras (uma função de grounding ou como fio-terra). Por este motivo, os médiuns devem trabalhar descalços, assim as entidades absorvem as energias negativas e deletérias pelas palmas das mãos e descarrega no chão através dos pés, onde essa energia irá até o centro telúrico e se transmutará. O inverso pode ocorrer também, retirando como uma sonda a energia da terra pelos pés e canalizando ela através das mãos, dos assobios e da fumaça.




Fonte: Douglas Rainho


7 de fevereiro de 2015

Obsessões e suas causas


Sabemos que o fundo de todas as perturbações espirituais reside nas fraquezas morais do perturbado, as imperfeições da alma que são as portas de entrada para a influência estranha.
As obsessões são provenientes de quatro fontes distintas: Moral, Cármica, Contaminação e Auto-obsessão.

Moral
Há duas situações de obsessão de fundo moral: o espírito imaturo e o espírito mal orientado.

No primeiro caso, o da imaturidade espiritual, são pessoas com o psiquismo ainda dominado por pensamentos inferiores. Sua conduta gira em torno de ações e pensamentos inferiores, que atrai espíritos imperfeitos que estão afinados com elas.
No começo da relação verifica-se tão somente uma interferência em algumas atitudes do indivíduo. Mais tarde, aparece um delicado mecanismo de inter-influência, em que as vontades e os desejos são trocados entre perturbado e perturbador. A seguir, a vontade do obsedado vai aos poucos sendo substituída pela do obsessor, instalando-se o fenômeno obsessivo.
Este tipo de obsessão é comum, há situações em que seus portadores nem percebem que dividem sua vida mental com um espírito inferior.
Na segunda situação, o do espírito mal orientado, encontra-se as pessoas que tiveram educação deficitária no lar, na religião ou na escola. A inferioridade do mundo terreno, seus costumes e sistemas educativos estimulam no ser humano o desenvolvimento das paixões e os afastam de Deus. 
Estruturas psicológicas mal orientadas provocam nas pessoas condutas desregradas, levando-as a sintonizar com espíritos inferiores, formando o processo obsessivo de fundo moral.
A Umbanda faz um tratamento de limpeza e fortalecimento, através de banho de ervas para o descarrego e energização, criando condição para a pessoa obsedada, através de orientação e evangelização, para que se afaste do espírito obsessor.

Cármica
Classificam-se como obsessões cármicas os casos relacionados com vidas passadas. 
Carma é um termo que se refere à bagagem histórica do espírito. É o produto de todas as encarnações vividas. A palavra "carma" é de origem sânscrita (uma das mais antigas línguas da Índia) e significa "ação".

Pode-se dizer que o carma é a ação do espírito em toda sua trajetória evolutiva, desde sua primeira encarnação.
Denominam-se obsessões cármicas aquelas em que as perseguições observadas são oriundas do relacionamento entre obsedado e obsessor, ocorridas em vidas passadas, neste ou noutros mundos. 
É um tipo de obsessão provocada pela desarmonia de conduta entre duas ou mais criaturas, gerando ódios, ressentimentos e vinganças que podem se estender às suas vidas futuras.
A lei de ação e reação, ou causa e efeito, regula estes processos de ajuste entre as partes envolvidas, permitindo que as consequências deste plantio mal feito deem seus frutos com vistas ao aprendizado de todos.
O comprometimento no passado, através das ligações vibratórias, atrai o desafeto desencarnado que inicia sua influência maléfica sobre ele. 
Na umbanda, alem do tratamento anterior, fazemos um trabalho de evangelização do espírito obsessor, para encontre seu caminho na espiritualidade e abandone a pessoa obsedada.

Contaminação
Os centros espíritas, os terreiros de Umbanda, as Igrejas, templos, os lares, os locais de trabalho e de diversões constituem-se em verdadeiros núcleos de magnetismo espiritual, criados pelos pensamentos dos que os frequentam. 
Nesses ambientes constituídos por pessoas mais ou menos imperfeitas, associam-se espíritos desencarnados com tendências afins. Portanto, os frequentadores podem ficar contaminados com sua influência. Tal domínio se forma em virtude da sintonia mental dos frequentadores, com os espíritos que habitualmente vão ali. Denominaram-se essas obsessões de "contaminações".

Esta obsessão na Umbanda é desfeita numa sessão de descarrego e com orientação ao consulente para mudar sua frequência vibratória.


Auto-obsessão
Na auto-obsessão, a mente da pessoa encontra-se numa condição doentia semelhante às neuroses. É uma situação onde ela atormenta a si mesma com pensamentos dos quais não consegue se livrar.

Há casos mais graves em que o consulente não aceita que seu mal resida nele mesmo.
As causas deste tipo de obsessão residem nos seus dramas pessoais, dessa ou de outras encarnações. São traumas, remorsos, culpas e situações provindas da intimidade do seu ser, que prejudicam-lhe a normalidade psicológica.
De tanto se auto-obsedar, o consulente pode acabar atraindo espíritos atrasados e/ou sofredores e terminam por serem obsedados por estes espíritos, por causa da sintonia mental com o obsedado. Agravam seu mal, mas não são os causadores dele.
A causa central desse tipo de obsessão reside no consulente que se auto-atormenta, numa espécie de punição a si mesmo.
A mente de um auto-obsedado é fechada em si mesma e é preciso abri-la para a vida exterior, ou seja, é preciso que a pessoa pare de pensar apenas em seus problemas e olhe ao seu redor.
O tratamento na Umbanda, fundamentada na evangelização e no ascendente moral, banhos de ervas e na educação do pensamento, abrirá a prisão psíquica em que o indivíduo vive, libertando-o da escravidão mental.

23 de dezembro de 2014

O sentido do Natal para os Umbandistas


Natal é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo.
O sincretismo adotado na Umbanda leva-nos a identificar Oxalá com Jesus Cristo. Mas é apenas isso, identificação / sincretismo. Oxalá não é Jesus! É o nascimento de Jesus que é lembrado nesse dia. Oxalá nada tem a ver com isso, apesar de, novamente pelo sincretismo, adotarmos o dia 25 como dia de Oxalá.

Umbandista celebra o Natal? Sim, celebra. Afinal, Jesus merece ser celebrado, pois foi o primeiro espírito encarnado que vem falar abertamente do amor, da vida espiritual pós-morte física. Sofreu por essa anunciação, merecendo respeito e admiração de toda a humanidade. Nós, umbandistas, festejamos a data como uma egrégora.

Para o Umbandista, o Natal é o momento em que se canaliza a atuação intensa de Pai Oxalá, na presença mística de Jesus, que traz à tona a vontade de ser e fazer o melhor para ajudar os outros. Sendo assim, o Natal transcende a criação católica e está mais voltada a interagir com a atmosfera emotiva e fraterna que este período proporciona. É um momento de comungar com o sentimento de amor, de união familiar, de fraternidade. É um ato religioso de religar-se com o amor da Espiritualidade e com as pessoas importantes para cada um.

Dia 25, então, tem dublo sentido para o umbandista: comemora-se o Natal e homenageia-se Oxalá, podendo-se fazer um amalá para Ele.


Feliz Natal, Umbandistas!

4 de fevereiro de 2014

Livro sobre a Umbanda!


Este livro foi feito em formato de perguntas e respostas, de forma didática para todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a Umbanda.

Quem desejar adquirir um exemplar, deixe mensagem in box em nossa página: Yalorixá Patrícia ou Ogã Aguinaldo.

Cada exemplar custa R$ 35,00.

2 de fevereiro de 2014

Linha dos Baianos


Na Umbanda pura, sem mistura com Candomblé, Nações ou catolicismo, dia 02 de fevereiro é dia de Nosso Senhor do Bonfim - o padroeiro do Povo Baiano. Por este motivo, esta data ficou instituído, na Umbanda, como o dia de se homenagear a Linha dos Baianos.

O Baiano representa a força daquele que fica à margem da sociedade, o que sofreu e aprendeu na "escola da vida" e, portanto, pode ajudar as pessoas. O reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante parece ser responsável pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade de grande frequência e importância nas giras paulistas e de todo o país, nos últimos anos. Os baianos da Umbanda são pouco presentes na literatura umbandista. Povo de fácil relacionamento, comumente aparece em giras de Caboclos e Pretos-Velhos, sua fala é mais fácil de se entender que a fala dos caboclos. Conhecem de tudo um pouco, inclusive a Kiumbanda, por isso podem trabalhar desfazendo feitiços.

Enfrentam os invasores (kiumbas, obsessores) de frente, chamando para si toda a carga com falas do gênero "venha me enfrentar, vamos vê se tu pode comigo". Buscam sempre o encaminhamento e doutrinação, mas quando o kiumba não aceita e insiste em perturbar algum médium ou consulente, então o Baiano se encarrega de "amarrá-lo" para que não mais perturbe ou até o dia que tenha se redimido e queira realmente ser ajudado. 
Costumam dizer que se estão ali trabalhando é porque não foram santos em seu tempo na terra, e também estão ali para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra. São amigos e gostam de conversar e contar casos, mas também sabem dar broncas quando vêem alguma coisa errada. 
Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé. Os trabalhos com a corrente dos Baianos trazem muita paz, passando perseverança para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena. 
A Entidade pode vir na linha de Baianos e não ser necessariamente da Bahia, da mesma forma que na linha das crianças nem todas as entidades são realmente crianças. Os Baianos são das mais humanas entidades dentro do terreiro, por falar e sentir a maioria dos sentimentos dos seus consulentes. Adoram trabalhar com outras entidades como Erês, Caboclos, Marinheiros, Exus, etc. São grande admiradores da disciplina e organização dos trabalhos. São consoladores por natureza e adoram dar a disciplina de forma brusca e direta, diferente de qualquer entidade. 
Os Baianos não têm filhos de cabeça, pois são entidades auxiliares.

Cor
Amarelo
Fio de Contas
Amarelo
Ervas
Arruda, guiné, espada de São Jorge
Símbolo
Cactus ou Cruz
Pontos da Natureza
Campina
Flores
brancas ou do campo
Essências
Arruda
Pedras
Ágata amarela
Metal
Latão
Saúde
Psíquica e emocional
Planeta
Terra
Dia da Semana
Segunda-feira
Elemento
Terra
Chacra
Umbilical
Saudação
É da Bahia
Bebida
Água de coco, cachaça, batida de coco, caldo de cana
Animal representativo
Galinha angolana
Comidas
Coco, cocada, aipim com melado
Número
2
Data Comemorativa
2 de Fevereiro
Sincretismo
não há